5.5.09

REFLEXÕES PARA MEU BEM ESTAR NO DIA-ADIA

o que éramos antes de sermos? o que pensávamos antes de escrevermos, antes mesmo, antes de falarmos, antes mesmo, antes de escutarmos? o que inexiste além de nós? tudo é texto, e o texto não é apenas isso, e não é nada disso. pra nós ocidentais, que fique claro. na bulgária era mesmo diferente. como na china. como no japão. a reflexão, como me lembraria o laterza, é um eco do primeiro pensamento. considerando sermos todos repetidores ou ecoadores do raciocínio desenvolvido historicamente, somos como espelhos - aqui, já na analogia, troco texto ou palavra por imagem. e no diálogo, conversa, correspondência, somos no mínimo dois espelhos. e aí, meu caro? quem reflete o que? de quem partiu a imagem se nos dois espelhos tudo o que há são reflexos? novamente lembrando moacyr, vamos jogar escuro no ambiente. agora sim, pronto. milhares de reflexões em eco de não-imagens, que aqui, supostamente, pela analogia, podem substituir não-palavras.

1 comentários:

marcos assis disse...

mesmo a imagem em espelhos paralelos chega a um fim (na prática, não em espelhos ideais), já que uma parte da luz (mesmo que pequena) é sempre absorvida a cada reflexão, ao invés de ser refletida.
assim os ecos se desgastam, assim me sinto quando penso nisso: opaco.
de fato, só as não-imagens (o escuro) são ecos eternos; só a não existência.
engraçado isso. foi uma bela constatação sua. acrescento:
a imagem completamente absorvida é eterna. seria isso uma busca (entropia) do caos absoluto?
voltando das imagens pras palavras, será que o percurso da existência - ao invés de agregar experiências e conhecimentos como uma bola de neve - é pelo não-ser, deixar os pedaços no caminho?